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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Muzzarela e presunto ao pesto

Essa receita foi copiada descarad inspirada em uma entrada que a gente comeu num bistrô daqui. Fácil de fazer, rápida e boa. O prato tinha um nome DE VERDADE, mas eu esqueci.

Ingredientes

- Muzzarela não fatiada
- Presunto fatiado
- Pesto pronto (o da Barilla é ótimo)
- Azeite de oliva

Não lembro bem das quantidades. O presunto e o azeite podem ser decididos no olho, mas para uma muzzarela do tamanho dessa da foto eu usei uns 60g do pesto - o pote inteiro tem 190g.

Modo de preparo

Coloquem o pesto em uma panela e cubram de azeite de oliva. Deixem esquentar até que ele comece a meio que ferver/fritar.

Enquanto o pesto esquenta, cortem a muzzarela em fatias grossas e o presunto em quadrados. Num refratário, alternem camadas de muzzarela e presunto mais ou menos da mesma espessura - eu usei umas 4 fatias de presunto para cada uma de muzzarela. No fim, cortem tudo ao meio no sentido do comprimento.

Preaqueçam o forno numa temperatura alta. Espalhem o pesto já quente sobre a muzzarela e o presunto.

Levem ao forno até que o queijo comece a derreter. E pronto. Serve umas quatro pessoas, desde que elas tenham uma refeição depois. Sirvam o queijo e o presunto e espalhem por cima o molho que ficar no fundo do refratário.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cogumelos refogados com batatas ao bacon

Primeiro post de Paris. :)

Por vários motivos, eu e a Taís fazemos 95% das refeições em casa. Isso, junto com o fato de que os supermercados aqui são MUITO mais legais, significa que a gente tem cozinhado bem mais que o habitual. Entre outras coisas, a Taís inventou um risoto de alho-poró fantástico e nesse fim-de-semana eu finalmente consegui A Bolonhesa Perfeita - coisa que eu procuro há tempos, mas não escrevo a receita até repetir o feito.

A receita do post é uma invenção minha. Recomendo bastante. As fotos são da Taís.

Ingredientes


- 3 cogumelos brancos para rechear
- 3 tomates médios
- meia cebola grande
- 1kg de batatas
- 100g de bacon em cubos
- BASTANTE manteiga
- herbes de provence
- manjericão desidratado
- sal a gosto
- um cubo de caldo de legumes
- presunto cru e cubos de queijo (para decorar)

Preparo

Descasquem e cortem as batatas em pedaços não muito grandes. Coloquem-nas para cozinhar com o caldo de legumes. Elas devem cozinhar até um pouco antes do ponto "bem cozidas" *.

Enquanto as batatas cozinham, cortem os cogumelos em fatias de mais ou menos um centímetro de espessura. Tirem as sementes e a AGÜINHA (morro usando o trema) dos tomates e piquem bem, junto com a cebola. Coloquem os cogumelos em uma vasilha, salguem à gosto e misturem o sal com as mãos.

Esquentem uma frigideira e fritem o bacon com a prórpia gordura, temperando com bastante manjericão. Quando as batatas estiverem cozidas, deixem que elas escorram e derretam um cubo de manteiga na mesma panela. Devolvam as batatas e acrescentem o bacon já frito, cuidando para deixar a gordura dele na frigideira. Misturem tudo, colocando mais manteiga sempre que a coisa começar a ficar seca, até que as batatas comecem a brilhar e se desmanchar.

Enquanto isso, derretam outro cubo de manteiga na frigideira, aproveitando a gordura do bacon. Misturem o tomate e a cebola e deixem refogar até que a cebola comece a mudar de cor.

Misturem as fatias de cogumelo, temperem com pitadas generosas de herbes de provence e deixem refogar, sempre misturando. De tempos em tempos, coloquem mais manteiga, até que se forme um tipo de creme no fundo da frigideira **.

Sirvam as batatas e os cogumelos mais ou menos meio a meio no prato. Decorem com trouxinhas de presunto cru e cubos de queijo, et voilà. Serve três pratos.



* Para testar se batatas cozidas estão protas, é só enfiar um garfo em uma delas. Se ele entrar sem resistência nenhuma, estão "bem cozidas". Nessa receita, elas devem estar um pouco mais duras que isso, ou viram uma papa na hora de colocar a manteiga.

** Usem uma frigideira grande. Como dá pra ver nas fotos, eu não fiz isso e tive que trocar no meio do caminho.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Filé ao molho de gorgonzola

Quando eu tinha doze anos (há bem mais de doze anos), meu irmão começou a namorar a Rosa. Isso durou até 1999, quando eu já era um estudante faminto morando num prédio sujo da João Pessoa. Eles terminaram o namoro e em menos de um ano os dois já tinham casados com outras pessoas e, até onde eu sei, nunca mais se falaram.

Mas como eu tinha praticamente crescido com a figura, ela foi promovida a irmã-por-merecimento e passou a ser o meu pouso oficial em Sampa.

Tá, e daí?

Daí que a mãe da Rosa é cozinheira (além de ex-delegada da Polícia Federal), o pai da Rosa é cozinheiro (além de cantor de jazz e música tradicionalista), o padrasto da Rosa é cozinheiro (além de dublador de filmes e voz oficial do canal da Sony) e a Rosa é cozinheira profissional. Já foi professora de culinária e chef em alguns restaurantes, incluindo um francês em Sampa, antes de largar tudo pra ir fazer iluminação e cenografia no teatro. E me ensinou que filé ao molho gorgonzola é um dos pratos mais ridículos de se fazer do mundo. Então vamos ao que interessa.

Esta receita é literalmente a dela, mas eu acrescentei alguns comentários meus:

- meio quilo de filé mignon, fatiado para bife

- 200g de gorgonzola
[Na verdade eu uso umas 350g de gorgonzola, ou um pacote TPZ*]

- duas caixinhas de creme de leite, das pequenas

- caldo de legumes
[Essa é a parte mais chata: eu nunca entendi que caldo é esse. Segundo a Rosa, é um caldo que vem em envelopes (mas não a sopa) pra ser preparado com água e sem sal. Ou eu não entendi muito bem ou o Zaffari não vende, mas tem um da Sazon, que vem numa caixinha cheia de envelopes, que funciona, mesmo sendo um pouco salgado. Quando eu for a Sampa de novo vou pedir pra ela me mostrar que diabos de caldo é esse]

- sal e pimenta branca

[Na falta de pimenta branca, só sal]


Modo de preparo:

Antes de mais nada, façam o caldo de legumes, mas fraquinho. Tipo, se a receita da caixa diz “um envelope para meio litro d’água”, usem meio envelope para meio litro d’água. Nem vale dobrar a água porque a maioria desse caldo vai fora. Se for muito salgado, façam ainda mais aguado. A idéia é que ele não tenha gosto de nada.

Façam uma redução do creme de leite.

[Eu: “Rosa, que diabos é redução?” Rosa: “Deixa ferver até que tenha menos creme de leite que no começo. Uns dois terços. Vai ficar mais consistente” Eu: “Ahhhn... ok”]

Acrescentem o queijo gorgonzola, mexam até derreter e deixem ferver até ficar mais cremoso. Vai cheirar bem. Mas também vai talhar.

Daí entra o pulo do gato: misturem um pouco (bem pouco mesmo) do caldo de legumes. Isso vai desfazer o “talho” (tá, sei lá) e deixar o molho mais uniforme. Na dúvida, coloquem bem pouquinho e, se não funcionar, mais um pouco, até dar certo. Mas o caldo não pdoe deixar gosto no molho.

[Na prática, eu sempre fico com medo de encher desse caldo e estragar o molho, então os meus sempre ficam um pouco talhados no fim. Mas o bom desse molho é que dá pra errar à vontade e ele pode até não ficar tão bonito, mas sempre fica sensacional.]

Temperem os bifes com o sal e a pimenta branca, sem exagero, e fritem como preferirem. Eu sempre faço mal passado. Derramem o molho sobre os bifes no próprio prato, na hora de servir.


Pronto. Pra comer com batata palha, vinho e companhia.



* TPZ - Tamanhão padrão do Zaffari